"The circus and the crew Well they're just passing through Making sure that merry still goes round But it's a long, long, long way down!"
larica's adventures blog - brazil
absoluta

No começo do ano, informaram-me que havia uma palavra curiosa em meu vocabulário cotidiano que continha um significado totalmente do contrário do que eu esperaria que fosse. Também o significado que nós conhecemos de “absolutamente” seja algo imposto pelas rédias da fala regional, mas pra mim sempre foi concordância total. Assim que a moça engraçadinha, baixinha, de cabelos curtos e de nariz arrebitado veio me contar que ele só pode ser usado para frases de negação, fiquei um tanto quanto surpresa. “Mas caramba! Quer dizer que minha vida é uma mentira?”, dramatizei recapitulando meus pensamentos sobre isso hoje na aula de português quando ouvi a palavra novamente. Ri por um instante ao lembrar de todas as vezes que falei que tinha “certeza absoluta” de algo. Poxa! Mas se pensar bem, não é que continha o significado correto o tempo todo! Sempre que usei “certeza absoluta” em minhas frases, eu nunca tinha certeza daquilo e só foi pra acalmar quem estava recebendo o recado.

Então, pensando bem também, o encontro com aquele babaca que tá me enchendo a paciência desde o ano passado e a reunião em familia aos domingos pode ser discretamente recusada com certeza absoluta. Ou o seu livro preferido que me pediram emprestado e até mesmo o trabalho da escola que eu não fiz mas disse para todos do meu grupo que tem certeza absoluta que mandou o arquivo que eu pesquisei pelo e-mail! E a Stefhany? A absoluta? Talvez ela e seu Crossfox não fossem tão gloriosos e divos assim. Mas ainda vale a pena só pelo desejo de ter um carro desse porte naquela época. Está perdoada, menina Stefhany!

É tão absurdo o conceito desse absoluto absolutismo absoleto! Oras bolas! Quase dá um soneto! E ah! E como eu estou? Eu estou absolutamente bem. Obrigada por perguntar.

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malditos poetas de merda

guiaram-me as palavras
lúdicas, matutas, discretas
em alto mar
de sentimentos propícios
quem há de se contentar?
poesia é doença
e tô doente por tanto pensar


rema, rema, rema
meu barco em direção a lugar algum
“pra que poema?
cada uma com seus ‘probrema’”
ela riu, eu ignorei


rema, rema, rema
“chega desse tema
para de fazer cena
qual é seu problema?”

ela riu, eu naveguei

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